Considerada uma hormona masculina, a Testosterona tem vários papéis importantes na saúde e bem-estar da mulher. Desde o contorno do corpo, passando pela firmeza e elasticidade da pele, tonicidade muscular (geral e genital), composição corporal (maior ou menor volume de gordura localizada), densidade óssea (maior ou menor tendência para desenvolver osteoporose), capacidade cognitiva, até à libido… são muitas e essenciais as ações desta hormona na mulher.

No entanto, a sua produção decresce rapidamente após os 21/22 anos, o que acarreta alterações no bem-estar e estado de saúde da mulher e que se inicia muito antes da menopausa. O tratamento de otimização hormonal constitui uma ferramenta médica que permite atrasar e reverter esta situação.

Esta página pretende dar-lhe a conhecer mais informação acerca dos sinais e sintomas que a mulher pode detetar no seu dia-a-dia. Irá permitir-lhe fazer um autodiagnóstico da sua situação específica, conhecer as formas de aplicação de Tratamento de Reposição de Testosterona (TRT) existentes e os resultados esperados com o tratamento, bem como os seus riscos e contraindicações.

Acreditamos que, no final, terá informação suficiente para tomar uma decisão sustentada. A melhor decisão para o seu caso!

TRT Mulher

A Testosterona é considerada uma hormona masculina. No entanto, apesar de se apresentar em menor quantidade no organismo feminino, é fundamental para o bem-estar e para a saúde da mulher. Exercendo várias funções aos níveis cognitivo, emocional, físico e sexual, entre outros, esta hormona não é menos importante para a saúde feminina que os Estrogénios e a Progesterona.

Vejamos alguns efeitos relevantes de níveis adequados de Testosterona na mulher:

  • Melhora o humor e a empatia;
  • Melhora a densidade óssea, a força e o volume muscular;
  • Melhora a secreção de gordura através da pele;
  • Melhora a motivação sexual, bem como a sensibilidade sexual, incluindo o orgasmo;
  • Reduz os níveis de ansiedade e depressão;
  • Mantém a saúde do aparelho genital feminino (pequenos lábios, grandes lábios – lábios vulvares – e, particularmente, o clitóris, em tamanho e sensibilidade);
  • Mantém o padrão da distribuição pilosa corporal;
  • Detém um possível efeito protetor contra a aterosclerose.

A produção diária de Testosterona numa mulher jovem e saudável é de aproximadamente 250 microgramas, uma quantidade 20 a 30 vezes menor do que no homem. Apesar das diferenças, resulta da nossa experiência a convicção de que a Testosterona é quase tão importante para a mulher como para o homem.

A principal fonte de Testosterona na mulher (50%) resulta da conversão da DHEA e da Androestenediona na pele e na gordura. 25% é produzida pelos Ovários e outros 25% produzidos pelas Glândulas Adrenais, também designadas Suprarrenais.

O declínio da produção de Testosterona acontece desde cedo e, inicialmente, num regime mais acelerado comparativamente aos homens. Um estudo relata que o nível médio de Testosterona numa mulher de 40 anos é de cerca de metade do que se encontra numa mulher de 21 anos.

Que fatores podem influenciar a produção de Testosterona?

A atividade física intensa, como a corrida de longa distância e outras atividades desportivas exigentes, leva o organismo a consumir elevadas quantidades de Testosterona, gerando, por consequência, uma quebra significativa dos Androgénios disponíveis. Mais ainda, o stress emocional inibe a libertação da LH (Hormona Luteinizante) e, assim, a produção de Testosterona.

Por outro lado, muitos alimentos podem reduzir os níveis de Testosterona e de DHEA, a principal fornecedora de Testosterona na mulher. Exemplos deste género de alimentos são o açúcar e os doces, que reduzem a produção de Androgénios. Os cereais ricos em fibra (como o pão integral e os flocos de aveia) reduzem a testosterona disponível, muita desta hormona é segregada pela bílis e, em seguida, reabsorvida pelo intestino e reutilizada. As fibras dos cereais aderem à Testosterona que é eliminada nas fezes e assim impossibilita a sua reutilização pelo organismo, através do ciclo entero-hepático.

Como se deteta a deficiência de Testosterona na mulher?

A melhor forma é através da combinação da informação obtida através da história clínica, as queixas, a observação e as análises laboratoriais.

As mulheres em que a deficiência de Testosterona se iniciou na puberdade e não foi alvo de tratamento mostram sinais de imaturidade sexual. Destes sinais, o mais caraterístico é a falta de pilosidade corporal, mas há vários outros:

  • Insuficiente desenvolvimento muscular ou mesmo atrofia;
  • Desejo sexual reduzido;
  • Sensibilidade sexual reduzida;
  • Orgasmos ausentes, raros e difíceis de alcançar;
  • Comportamento submisso, sem autoridade;
  • Falta de iniciativa;
  • Ansiedade e falta de autoconfiança;
  • Ausência de vontade de fazer exercício físico ou praticar desporto;
  • Declínio físico.

As áreas do corpo mais afetadas pela deficiência de Testosterona são o cérebro, os músculos, os ossos e as zonas relacionadas com a maturidade sexual.

Consequências de baixos níveis de Testosterona na mulher:

Com base nos efeitos conhecidos da deficiência de Androgénios, é provável que a deficiência prolongada de Testosterona predisponha a mulher para manifestações de ansiedade, depressão, alterações articulares (Osteoartrite, Artrite Reumatoide), Osteoporose e Aterosclerose.

Além desta predisposição para desenvolver patologias, o declínio nos níveis de Testosterona manifesta-se ainda sob a forma de sinais e sintomas como os seguintes:

  • Desinteresse nos planos afetivo, social e sexual;
  • Dificuldades cognitivas e de memória;
  • Redução da massa muscular;
  • Aumento da gordura abdominal;
  • Melancolia, entre outras.

As análises clínicas são a forma de aferir os níveis de Testosterona. Na lista de análises podem ser incluídas:

  • A Testosterona Total;
  • A Testosterona Livre;
  • O Sulfato de DHEA;
  • A SHBG (Globulina de ligação às hormonas sexuais);
  • O AG (Glucuronido de Androstenediol).

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Tratamento da deficiência de Testosterona na mulher

A deficiência da Testosterona na mulher pode ser tratada recorrendo à suplementação com:

  • Mesterolona;
  • Gel de Testosterona;
  • Enantato ou Ciprionato de Testosterona;
  • Nandrolona;
  • Implante de Testosterona;
  • Creme de Testosterona na forma de manipulado com dose de Testosterona definida de forma personalizada e temporal.

Existem várias indicações para o tratamento com Testosterona na mulher. O tratamento pode ter diversas formas de aplicação e ser mais ou menos prolongado.

Utilização permanente: todos os níveis de deficiência de Testosterona na mulher.

Uso de curto prazo por via transdérmica e localizada: em queimaduras, lesões traumáticas, no clítoris (para aumentar a sensibilidade e o entusiasmo sexual) e no tratamento da incontinência urinária.

Aplicação da forma injetável: Osteoporose, casos graves de frigidez, celulite e depressão severas.

A suplementação com Testosterona pode perturbar o equilíbrio hormonal da mulher e causar sinais de virilismo, podendo haver necessidade de equilibrar a Testosterona com hormonas femininas. Cada caso deve ser avaliado e analisado individualmente.

Porquê tratar a deficiência de Testosterona na Mulher?

Existem pontos de vista diferentes e, por consequência, alvo de debate, em particular nas SITUAÇÕES DE DEFICIÊNCIA DE TESTOSTERONA NA MULHER que apresenta valores de Androgénios nas análises clínicas dentro dos parâmetros de referência. Portanto, a questão que se coloca é: deve uma mulher com sintomas e sinais de défice de Testosterona mas com valores nas análises ao sangue dentro do normal de referência para a sua idade ser tratada com Testosterona?

Antigamente acreditava-se e defendia-se que os tratamentos com Testosterona eram unicamente para os homens e que a suplementação com Testosterona poderia produzir, com qualquer dose, sinais de virilização (aumento da pilosidade, diminuição do tom de voz, pele oleosa). Dizia-se ainda que fazia mal ao coração e que apenas se justificava em casos extremos, quando os valores das análises laboratoriais se encontravam bem abaixo dos valores mínimos de referência.

As publicações científicas sustentam o ponto de vista de que a Testosterona é também uma hormona da mulher e que lhe traz múltiplos benefícios, desde que a dose administrada se adapte às suas necessidades. Doses 20 vezes inferiores às dos homens são seguras para aplicar na mulher, desde que equilibradas com as hormonas femininas, evitando o eventual efeito de virilização.

Mulheres com os níveis de Testosterona situados na metade inferior dos parâmetros de referência apresentam um aumento significativo do risco de contrair doenças várias. Este risco pode ser diminuído ou prevenido, aumentando os níveis de Testosterona para valores que se enquadrem na metade superior dos valores de referência, com suplementação por Testosterona.

Existem níveis moderados de deficiência de Testosterona em mulheres cujos resultados das análises clínicas se encontram dentro dos limites de referência, causando doença ou disfunção. Estudos realizados mostram que os riscos associados ao desenvolvimento de doenças várias, como explicado atrás, foram reduzidos e/ou prevenidos com a suplementação por Testosterona, situando os valores analíticos até ao ¼ superior dos valores de referência.

Mulheres com níveis analíticos de Testosterona dentro dos valores de referência podem, com segurança, beneficiar do tratamento com suplementação por Testosterona.

Contraindicações

Existem, porém, contraindicações absolutas quanto ao tratamento de otimização hormonal com esta substância quando se verificam as seguintes condições:

  • Ausência de deficiência de Testosterona;
  • Hirsutismo severo (crescimento excessivo de pelos grossos e negros em zonas do corpo feminino mais típicas de se verificarem no corpo masculino);
  • Padrão masculino de perda de cabelo;
  • Cancro da mama (pelo menos no tratamento com a forma bioidêntica, pois é suscetível de conversão em Estradiol).

Progresso esperado durante o TRT

A otimização com Testosterona atua lentamente, variando de pessoa para pessoa. Os progressos iniciais são geralmente emocionais e sexuais e surgem, por norma, entre os 2º e 4º meses de tratamento. As melhorias no que respeita à massa muscular e à densidade óssea demoram mais tempo a fazer-se sentir – entre 4 a 8 meses.

As mulheres que ingerem mais alimentos que aumentam os níveis e eficácia da Testosterona (nomeadamente proteína animal) e evitam alimentos com ação negativa sobre a produção de Testosterona (como os grãos, o álcool e os açúcares) obtém geralmente efeitos mais céleres.

A mulher que realiza Tratamento de Reposição de Testosterona (TRT) em que se inclui a suplementação com Testosterona exógena vai percecionar várias melhorias aos níveis físico e mental:

  • Pele mais firme e elástica;
  • Perda de gordura abdominal;
  • Uma tez mais uniforme e luminosa;
  • Maior tonificação muscular;
  • Capacidades cognitiva e de memorização recuperadas;
  • Mais alegria e disponibilidade para socializar;
  • Mais energia para realizar as tarefas diárias;
  • Maior capacidade para retirar maior prazer das pequenas coisas da vida;
  • Maior satisfação nos planos afetivo, relacional, social e sexual.

Mensagem do Diretor Clínico

A Mulher saudável está habituada a SER BELA, FEMININA E RADIANTE, mesmo para além da juventude.

A determinada altura começa a sentir alterações na firmeza e contorno corporais. A cintura ganha volume e os seios tornam-se flácidos. Apercebe-se de uma redução na alegria de viver, na força anímica e no poder do seu sorriso, antes confiante e sedutor. O seu desejo sexual, o prazer durante todo o processo e até o orgasmo perdem entusiasmo, brilho, vigor e satisfação.

Os sintomas descritos são típicos de deficiência de Testosterona.

A mensagem que quero transmitir é que o declínio aqui descrito é EVITÁVEL E REVERSÍVEL

É possível a mulher continuar, ou voltar, a sentir-se BELA, FEMININA E RADIANTE

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