Tratamento de reposição da testosterona

Se chegou até aqui certamente já ouviu falar de Testosterona (e de outras hormonas), bem como nos benefícios dos tratamentos hormonais. Poderá, eventualmente, ter algumas dúvidas ou incertezas quanto à real necessidade e segurança da administração (reposição) da Testosterona.

Esperamos conseguir esclarecer todas as questões relacionadas com o tema. Se não encontrar resposta às suas dúvidas nestas linhas, contacte-nos. Iremos responder-lhe o mais rapidamente possível.

Neste momento, compete-nos esclarecer, ainda que sumariamente, algumas questões básicas acerca das hormonas.

Existem quatro grandes grupos de hormonas

É importante reter que a queda das hormonas sexuais é rápida na idade adulta e que o sistema hormonal, como tudo no nosso organismo, é interdependente. Como tal, as alterações na concentração de uma hormona influenciam as restantes, em maior ou menor medida.

Hormonas Metabólicas

As Hormonas Metabólicas, constituídas pelas hormonas tiroideias, a insulina, a hormona de crescimento e outras. Regulam a fisiologia humana, isto é, gerem as calorias, transformando-as em músculos, gordura e calor. Manifestam-se no crescimento humano, no armazenamento das proteínas e na assimilação dos alimentos;

Hormonas Reguladoras

As Hormonas Reguladoras, como a aldosterona, a melatonina, a hormona paratiroideia e outras, que influenciam múltiplos aspetos do organismo humano, como:

  • A regulação da temperatura corporal;
  • A regulação do sono;
  • A capacidade de adaptação às alterações verificadas no ambiente circundante;
  • O controlo do nível adequado de oxigénio no sangue;
  • A manutenção do nível de água adequado no organismo;
  • A composição óssea;

Hormonas do Stress

As Hormonas do Stress, que integram o cortisol, a epinefrina e a adrenalina. São produzidas pelas glândulas suprarrenais e pelo cérebro, e estão associadas ao sistema de alerta, garantindo a sobrevivência humana;

Hormonas Reguladoras

As Hormonas Sexuais, que incluem os estrogénios, a progesterona e a Testosterona (entre outras). Estas hormonas apresentam um amplo espetro de efeitos, muito para além da função reprodutiva:

  • Proporcionam energia, sensação de bem-estar e comportamento adulto (no sentido reprodutor e até mesmo predador);
  • Regulam a temperatura corporal;
  • Condicionam a qualidade do sono;
  • Determinam as emoções;
  • Influenciam a capacidade muscular;
  • Regulam o fator sexual.

Testosterona

A chamada “hormona masculina” é uma substância natural produzida diariamente pelo corpo humano.

Fundamental para a masculinidade, a Testosterona faz com que um homem se pareça e comporte como um homem. Fornece energia, paixão e personalidade forte. Faz do homem um bom amante, um cavalheiro protetor e pai.

Na mulher, a Testosterona proporciona estabilidade emocional, baixando os níveis de ansiedade e depressão. A Testosterona torna a mulher mais forte e resistente física e emocionalmente, mais ativa e saudável e também mais realizada no plano sexual.

A produção de Testosterona

No homem a Testosterona é fundamentalmente produzida pelas células de Leydig dos testículos e pelas glândulas suprarrenais (localiza-se uma por cima de cada rim), embora em pequena quantidade. Existem cerca de 7 milhões de células de Leydig nos testículos de um jovem.

Na mulher, metade da Testosterona produzida resulta da conversão de DHEA e de Androstenediona (na gordura e na pele) — 25% é produzida nos ovários e 25% nas Glândulas Suprarrenais.

Diferenças entre Testosterona Total e Testosterona Livre

As Testosterona Total e Testosterona Livre geram alguma confusão e debate, nomeadamente quanto à razão de ser de ambas as designações. A Testosterona total é toda a Testosterona existente no organismo, mas cerca de 50% da Testosterona presente na circulação sanguínea não está disponível para ser usada pelas células, na medida em que se encontra fortemente ligada a uma molécula transportadora designada Sex Hormone Binding Globulin (SHBG).

A parte da Testosterona Total que se encontra biologicamente disponível designa-se Testosterona Livre e é usada pelas células. Embora sendo uma pequena parte da totalidade da Testosterona, o nível de Testosterona Livre constitui um indicador muito bom para esclarecer se nos encontramos perante baixos níveis de Testosterona. Não sendo perfeito, este indicador apresenta uma correlação melhor do que a da Testosterona Total.

A Testosterona Endógena é diferente da Testosterona Exógena?

Quando falamos em tratamentos com Testosterona, referimo-nos a Testosterona Exógena – aquela que é fabricada fora do organismo.

Por outro lado, há medicamentos que estimulam a produção natural de Testosterona, recebendo esta a designação de Testosterona Endógena, por ser fabricada pelo próprio organismo. Esta produção interna aumenta a probabilidade de a produção de espermatozoides ser maior quanto esta se revela naturalmente insuficiente. Constitui, assim, uma das raras opções para o tratamento de homens com baixos níveis de Testosterona que pretendam aumentar o número de espermatozoides, com vista à reprodução.

No Tratamento de Reposição da Testosterona (TRT) ou modulação hormonal são, habitualmente, prescritas hormonas bioidênticas. Estas hormonas são molecularmente idênticas às hormonas endógenas existentes no organismo humano, como a estrona, o estradiol, o estriol, a Progesterona, a Testosterona e a Dehidroepiandrosterona. Estas hormonas estão comercialmente disponíveis e podem ser manipuladas em diferentes dosagens e administradas por diversas vias.

Declínio progressivo nos níveis de Testosterona

Os níveis mais elevados de Testosterona são encontrados entre os 18 e os 25 anos. No homem, a descida da produção de Testosterona tem início entre os 25 e os 30 anos, mas em alguns casos verifica-se ainda mais cedo. Por consequência, os níveis de Testosterona declinam lentamente a partir dos 25 anos.

Na mulher, o declínio da Testosterona começa mais cedo e regista-se mais rapidamente do que no homem. O nível médio de Testosterona presente no sangue de uma mulher de 40 anos pode ser metade daquele verificado numa mulher de 21 anos.

Este decréscimo ocorre aos níveis da Testosterona intracelular (que se encontra no interior das células) e da Testosterona Livre (que não está ligada às proteínas e, assim, penetra facilmente nas células).

A diminuição dos níveis de Testosterona ao longo do tempo priva o organismo do seu adequado funcionamento. Na verdade, à medida que envelhecemos deixamos de produzir a quantidade de Testosterona necessária para manter a boa aparência e mantermo-nos fortes e saudáveis, gerando queixas e sinais físicos representativos do declínio da nossa saúde.

A baixa gradual dos níveis de Testosterona e dos seus metabolitos, salientando a Dihidrotestosterona (DHT), um metabolito muito ativo, gera a queda dos efeitos psicológicos e somáticos da Testosterona iniciada entre os 25 e os 30 anos. Este decréscimo sugere que a maioria das pessoas com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos começa a sofrer de sinais e sintomas de deficiência de Testosterona suficientemente severos para justificar o tratamento com suplementação de Testosterona, mesmo que em baixas doses.

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